quarta-feira, 2 de julho de 2014

Motivos de Compra de um Produto





Motivos de compra são as razões que levam as pessoas a comprarem este ou aquele produto. Existem razões diversas: fidelidade à marca, indicações de terceiros, qualidades intrínsecas do produto, aparência, design. A maioria dos pesquisadores indica, como os mais importantes, os seguintes motivos de compra:



1.Motivos Utilitários -     para satisfação de necessidades reais que podem ser materiais e até intelectuais. Exemplo: roupas, televisores, geladeiras, livros, etc.
2. Motivos Hedonistas - pelo prazer que o produto proporciona. Exemplo: bebidas, jóias, perfumes, viagens, material de caça e pesca. (Hédoné, em grego, significa prazer.
O hedonismo nasceu na Grécia e é a filosofia que busca no prazer o bem supremo do homem. É também existia o epicurismo, criado pelo o filósofo Epicuro que também defendia o prazer como filosofia de vida, só que de maneira moderada.
Modernamente, podemos dizer que essa filosofia é representada pelo consumismo, pois consumir é uma forma de prazer. Basta percorrermos as lojas de uma grande cidade para sentirmos fortes apelos ao prazer, à satisfação dos sentidos, em torno dos quais a publicidade desenvolve suas campanhas para venda de roupas, carros, perfumes, bebidas.
3. Motivos Sociais - É a  compra do  produto que define o cliente como membro de uma classe social. Exemplo: imóveis, carros, lanchas, compra de produtos de marcas famosas, em lojas sofisticadas de preços elevados, como símbolos de status, de êxito e de riqueza. São motivos sociais que inserem o comprador dentro de um grupo privilegiado.
4. Motivos de Prestígio - que destacam o comprador no seu grupo social. Exemplo: obras de arte, carros de luxo, equipamentos sofisticados, decoração de residência. O carro  do cidadão que mora num bairro pobre é para ele um motivo de prestígio, porque os outros não possuem um carro. Na classe alta, compra de obras de arte, de iates, apartamento em Miami, tudo é motivo de prestígio. É o produto que dá status, como se diz.
O mesmo produto pode ser comprado por diversas pessoas por motivos diferentes. Exemplo: lançamento no mercado de um novo tempero. Os restaurantes compram, porque o produto é bom, tem bom preço e prazos de pagamento. Os varejistas compram, porque a rotatividade do produto é boa, a empresa fabricante faz publicidade. As donas-de-casa compram, porque conhecem e confiam na marca e a família aprecia o sabor.
Mas existe também uma razão dominante para a compra do produto ou seja aquela que a maioria das pessoas têm para comprá-lo. As pessoas compram verduras e legumes para usá-los na dieta alimentar. Compram ovos de chocolate para comemorar a páscoa, compram agasalhos para enfrentar o inverno.  As donas-de-casa dão preferência às frigideiras de teflon, porque as frituras não aderem ao fundo. É uma razão dominante
 Nos Estados Unidos, no Dia de Ação de Graças, as famílias consomem perus para celebrar a data. É uma razão dominante, que faz a alegria dos produtores dessa ave. Milhões de perus são vendidos nesse dia.
Os vendedores precisam identificar os motivos ou razões dominantes para a compra de seu produto que poderão apresentar  diferenças  de  um  mercado  para  outro  ou mesmo de  uma região para outra.
Os motivos de compra apresentados são os principais, mas existem outros, tais como: O desejo de continuar vivo e com saúde (autoconservação). O  desejo  de  ganhar  dinheiro  (ambição ou avareza). O desejo de se sentir importante (orgulho, prestígio). O amor à família (o desejo de prover e proteger a esposa, os filhos, os parentes). A atração sexual (que inclui o desejo de boa aparência diante das pessoas do sexo oposto). O desejo de progredir e se tornar alguém (ambição). O instinto de negociar (economia, o desejo de obter lucro).
Uma pergunta importante: Por quê as pessoas devem comprar o nosso produto e não o produto da concorrência? Segundo Derek Benson, o vendedor terá que especificar sempre no seu produto a  qualidade sem concorrência que poderá vir a ser desejada pelo cliente como essencial às suas necessidades e valorizá-la até torná-la fator determinante da compra.
Com o avanço tecnológico, os produtos de uma mesma linha praticamente se equivalem. Como convencer o cliente a comprar o nosso produto e não o do concorrente? O cliente precisa de razões convincentes para preferir o nosso produto e essas razões têm que ser dadas com argumentos que, do ponto de vista dele, sejam  muito claras, exatas e convincentes. Trata-se pois de especificarmos as características  objetivas  do  produto  e  adaptá-las às necessidades de cada classe de cliente ou de criarmos nas várias classes de compradores necessidades potenciais e desejos que essas características possam satisfazer. Também é necessário procurar a diferença da nossa oferta, isto é, aquilo que os outros não podem dar, e valorizá-la de maneira a ser considerada a característica mais importante e mais adequada ao cliente, levando-o, portanto, a desejar o produto.
Eletrodomésticos, um exemplo. Temos diversas marcas de condicionadores de ar no mercado. Todos oferecem basicamente a mesma coisa: ambientes bem refrigerados. Mas algumas coisas destacam uns aparelhos dos outros: um aparelho é mais silencioso, outro é mais compacto, outro consome menos energia, outro tem ainda maior prazo de garantia, um terceiro tem design moderno, sofisticado. Aparentemente, todos são iguais, mas existem diferenças.
Cada produto tem três aspectos a considerar: as características técnicas, os diversos usos do produto, a adequação do produto às necessidades e aos motivos de compra dos diversos clientes potenciais. É preciso investigar a característica particular do produto que leva o cliente a lhe dar preferência. Repetimos: é preciso destacar para o cliente a qualidade sem concorrência do nosso produto ou serviço. É preciso valorizar essa qualidade para convencer o cliente a comprar o nosso produto, porque nele existe uma diferença que satisfaz o seu desejo ou necessidade. Em muitos casos, a marca, a fama de perfeição técnica  e de elevada qualidade do produto, embora sem utilidade prática para o cliente, constituem um incentivo determinante da compra.
O que o cliente ganha com o nosso produto? Maior prestígio, se é prestígio que ele procura. Melhor qualidade, se é qualidade o que deseja. Melhor assistência técnica se ele deseja tranquilidade. Menor custo, se ele deseja economia. Para levar o cliente a dar preferência ao nosso produto ou serviço, devemos conhecê-los em seus mínimos detalhes, tais  como: história do produto, marca, prestígio da marca, fabricação, embalagem, detalhes técnicos.
Devem ser considerados pelo vendedor os seguintes aspectos do produto: história e marca (como nasceu, com base em que pesquisas, com que finalidade, a marca é muito conhecida no mercado, é apreciada, oferece garantias?); composição do produto, se for tangível (componentes, matéria-prima); processo de fabricação (critérios de fabricação com relação à qualidade, funcionalidade, segurança); características (peso, dimensões, forma, desgin, cor, sabor, odor); embalagem (no caso específico de produtos industriais, como segurança, armazenagem, transporte).
O conhecimento do produto ajuda na resposta às objeções. Dá confiança ao vendedor, dá entusiasmo. O filósofo Sócrates disse:“todo mundo é suficientemente eloquente naquilo  que conhece”. Na verdade, quando alguém conhece profundamente um assunto é capaz de falar dele durante várias horas e interessar o seu interlocutor. Ninguém ama o que não conhece.
O vendedor deve conhecer o seu produto e suas utilidades e como ele poderá beneficiar o cliente. Precisa saber em que aspectos é superior ao produto do concorrente. Deve conhecer os produtos do concorrente. Conhecer a  empresa que representa, sua  história, prestígio, estrutura, participação no mercado e outros detalhes.
Uma grande empresa americana fez uma pesquisa junto a seus clientes para saber qual a qualidade principal dos vendedores. Resultado: conhecimento completo do produto. O vendedor deve conhecer o seu produto, porque o conhecimento é um dos grandes construtores do entusiasmo e do  sucesso.
.Quanto ao uso: É fácil ou difícil? É necessária uma especialização e a que nível? É cansativo, ruidoso, arriscado, regulado por disposições legais? Está sujeito a limitações de tempo, energia e local? Necessita de acessórios e de materiais protetores?
Quanto aos resultados: Nível de qualidade? Quanto duram? Tem contraindicações? Exemplo: um detergente é bom para limpar  muitas coisas,  mas impróprio para lavar peças delicadas.
Quanto à manutenção: É necessária?  De que tipo? Quanto tempo de cada vez? Tem uma garantia? É feita pela empresa fabricante ou é terceirizada?
As fontes principais para aprofundar o conhecimento do produto são: a empresa fabricante, quer lendo o material a esse propósito publicado, quer falando com os técnicos, a direção comercial; outros vendedores  que já lidaram com o produto e que podem indicar as características reais na prática, as reações dos clientes, as virtudes, os defeitos, os argumentos mais importantes a serem usados na venda; os consumidores, os utilizadores e os revendedores  que já conhecem o produto ou um produto semelhante; as publicações técnicas do setor que podem dar esclarecimentos sobre produtos semelhantes e os seus usos e aplicações
Parece evidente que o vendedor deve conhecer perfeitamente o produto que vende, mas, na realidade, não é muito fácil especificar sempre e bem a característica particular do produto que leva o cliente a preferi-lo. Há, portanto, para cada produto, três aspectos a considerar: as características técnicas, as maneiras de emprego, a adaptação às necessidades e às motivações de compra dos diversos clientes potencias

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